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Texto de apoio: como elaborar um trabalho escrito (monografia)

por Mäyjo, em 23.04.16

Ta como fazer trabalho from Mayjö .

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publicado às 16:49

História da construção europeia:

por Mäyjo, em 09.05.15

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• 1950 - 9 de Maio
Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, profere um importante discurso em que avança propostas inspiradas nas idéias de Jean Monnet. Propõe que a França e a República Federal da Alemanha ponham em comum os seus recursos de carvão e de aço, numa organização aberta aos outros países da Europa.

Porque esta data pode ser considerada como a do nascimento da União Europeia, o dia 9 de Maio é hoje comemorado anualmente como o Dia da Europa.


• 1951 - 18 de Abril
Seis países - Bélgica, República Federal da Alemanha, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos - assinam em Paris o Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), que entra em vigor em 23 de Julho de 1952, por um período de 50 anos.


• 1955 - 1 e 2 de Junho
Reunidos em Messina, os Ministros dos Negócios Estrangeiros dos Seis decidem tornar a integração europeia extensiva a toda a economia.


• 1957 - 25 de Março
Assinatura em Roma dos Tratados que instituem a Comunidade Económica Européia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom), que entram em vigor em 1 de Janeiro de 1958.


• 1960 - 4 de Janeiro
Por iniciativa do Reino Unido, a Convenção de Estocolmo cria a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), que reúne vários países europeus que não fazem parte da CEE.


• 1963 - 20 de Julho
É assinado em Yaoundé um acordo de associação entre a CEE e 18 países africanos.


• 1965 - 8 de Abril
É assinado o Tratado de fusão dos executivos das três Comunidades (CECA, CEE e Euratom) e que cria um Conselho e uma Comissão únicos. Este tratado entra em vigor em 1 de Julho de 1967.


• 1966 - 29 de Janeiro
"Compromisso do Luxemburgo": na sequência de uma crise política, a França aceita retomar o seu lugar nas reuniões do Conselho, a troco da manutenção da regra da unanimidade quando estejam em jogo "interesses nacionais de importância vital".


• 1968 - 1 de Julho
Eliminação completa, com 18 meses de avanço sobre o previsto, dos direitos aduaneiros entre os Estados-Membros sobre os produtos industriais. Entra em vigor uma pauta aduaneira comum.


• 1969 - 1 e 2 de Dezembro
Na Cimeira de Haia, os dirigentes políticos da CEE decidem dar novo impulso ao processo de integração europeia, abrindo caminho para o primeiro alargamento.


• 1970 - 22 de Abril
É assinado no Luxemburgo um tratado que permite que as Comunidades Europeias sejam progressivamente financiadas por "recursos próprios" e que confere maiores poderes de controlo ao Parlamento Europeu.


• 1972 - 22 de Janeiro
São assinados em Bruxelas os tratados de adesão da Dinamarca, da Irlanda, da Noruega e do Reino Unido às Comunidades Europeias.


• 1973 - 1 de Janeiro
A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido aderem às Comunidades Europeias, que passam a ter nove Estados-Membros. A Noruega fica de fora, na sequência de um referendo em que o voto maioritário foi desfavorável à adesão.


• 1974 - 9 e 10 de Dezembro
Na Cimeira de Paris, os líderes políticos dos Nove decidem reunir se regularmente em Conselho Europeu três vezes por ano. Dão igualmente luz verde às eleições diretas para o Parlamento Europeu e acordam na criação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.


• 1975 - 28 de Fevereiro
É assinada em Lomé uma convenção (Lomé I) entre a CEE e 46 Estados da África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP).

22 de Julho
É assinado um tratado que reforça os poderes orçamentais do Parlamento Europeu e cria o Tribunal de Contas Europeu. Este tratado entra em vigor em 1 de Junho de 1977.


• 1979 - 7 a 10 de Junho
Primeiras eleições diretas dos 410 deputados do Parlamento Europeu.


• 1981 - 1 de Janeiro
Entrada da Grécia nas Comunidades Europeias, que passam a contar 10 Estados-Membros.


• 1984 - 14 a 17 de Junho
Segundas eleições diretas para o Parlamento Europeu.


• 1985 - 7 de Janeiro
Jacques Delors assume a presidência da Comissão (1985-95).

14 de Junho
É assinado o Acordo de Schengen, cuja finalidade é suprimir os controles nas fronteiras entre os Estados-Membros das Comunidades Europeias.


• 1986 - 1 de Janeiro
A Espanha e Portugal aderem às Comunidades Europeias, que passam a contar 12 Estados-Membros.

17 e 28 de Fevereiro
É assinado no Luxemburgo e em Haia o Ato Único Europeu, que entra em vigor em 1 de Julho de 1987.


• 1989 - 15 e 18 de Junho
Terceiras eleições diretas para o Parlamento Europeu.

9 de Novembro
Queda do Muro de Berlim.


• 1990 - 3 de Outubro
Reunificação da Alemanha.


• 1991 - 9 a 10 de Dezembro
O Conselho Europeu de Maastricht adapta o Tratado da União Europeia, que estabelece as bases para uma política externa e de segurança comum, uma cooperação mais estreita nos domínios da justiça e dos assuntos internos e a criação de uma união económica e monetária, incluindo uma moeda única.


• 1992 - 7 de Fevereiro
É assinado em Maastricht o Tratado da União Europeia, que entra em vigor em 1 de Novembro de 1993.


• 1993 - 1 de Janeiro
É criado o mercado interno.


• 1994 - 9 e 12 de Junho
Quartas eleições diretas para o Parlamento Europeu.


• 1995 - 1 de Janeiro
A Áustria, a Finlândia e a Suécia juntam se à UE, que passa a ter 15 Estados-Membros. A Noruega fica novamente de fora, na sequência de um referendo em que o voto maioritário foi desfavorável à adesão.

23 de Janeiro
Entra em funções uma nova Comissão Europeia (1995-1999), presidida por Jacques Santer.

27 a 28 de Novembro
A Conferência Euromediterrânica de Barcelona cria uma parceria entre a UE e os países do Sul do Mediterrâneo.


• 1997 - 2 de Outubro
É assinado o Tratado de Amesterdão, que entra em vigor em 1 de Maio de 1999.


• 1998 - 30 de Março
Tem início o processo de adesão dos novos países candidatos, que vai abranger Chipre, Malta e 10 países da Europa Central e Oriental.


• 1999 - 1 de Janeiro
Início da terceira fase da UEM: as moedas de 11 Estados-Membros são substituídas pelo euro que é introduzido nos mercados financeiros para transações não efetuadas em numerário. O Banco Central Europeu passa a ser responsável pela política monetária. A Grécia reúne se a esses Estados em 2001.

10 e 13 de Junho
Quintas eleições diretas para o Parlamento Europeu.

15 de Setembro
Entra em funções uma nova Comissão Europeia (1999-2004), presidida por Romano Prodi.

15 a 16 de Outubro
O Conselho Europeu de Tampere decide tornar a UE um espaço de liberdade, de segurança e de justiça.

2000 
23 e 24 de Março
O Conselho Europeu de Lisboa define uma nova estratégia para fomentar o emprego na UE, modernizar a economia e reforçar a coesão social numa Europa baseada no conhecimento.

7 e 8 de Dezembro
Em Nice, o Conselho Europeu chega a acordo sobre o texto de um novo tratado, que reforma o sistema decisório da UE na perspectiva do alargamento. Os presidentes do Parlamento Europeu, do Conselho Europeu e da Comissão Europeia proclamam solenemente a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.


• 2001 - 26 de Fevereiro
Assinatura do Tratado de Nice, que entra em vigor em 1 de Fevereiro de 2003.

14 e 15 de Dezembro
O Conselho Europeu de Laeken adapta uma declaração sobre o futuro da União, que abre caminho para a próxima grande reforma da UE e convoca uma Convenção para preparar uma Constituição Europeia.


• 2002 - 1 de Janeiro
Entrada em circulação das notas e moedas de euros nos 12 países da área do euro.

13 de Dezembro
O Conselho Europeu de Copenhaga decide que 10 dos países candidatos (Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa) poderão aderir à UE em 1 de Maio de 2004.


• 2003 - 10 de Julho
A Convenção sobre o futuro da Europa adapta um projeto de Constituição Europeia e conclui os seus trabalhos.

4 de Outubro
Abertura da Conferência Intergovernamental encarregada de redigir o Tratado Constitucional.


• 2004 - 1 de Maio
Chipre, Malta, a República Checa, a Estónia, a Hungria, a Letónia, a Lituânia, a Polónia, a Eslováquia e a Eslovénia aderem à União Europeia.

10 e 13 de Junho
Sextas eleições diretas para o Parlamento Europeu.

29 de Outubro
A Constituição Europeia é adaptada em Roma (sujeita a posterior ratificação pelos Estados-Membros).

22 de Novembro
Entra em funções uma nova Comissão Europeia presidida por José Manuel Barroso.


• 2005 - 29 de Maio e 1 de Junho
Rejeição da Constituição por referendo em França e, três dias depois, nos Países Baixos.

3 de Outubro
Abertura das negociações de adesão com a Turquia e a Croácia.


• 2007 - 1 de Janeiro
A Bulgária e a Roménia aderem à União Europeia.
A Eslovénia passa a integrar a área do euro.

 

• 2013 - 1 de Julho
A Bulgária e a Roménia aderem à União Europeia.

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publicado às 15:13

Dez etapas históricas da UE:

por Mäyjo, em 16.03.15

1. Em 9 de Maio de 1950, a Declaração Schuman propôs a criação de uma Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), que veio a tornar se realidade com o Tratado de Paris de 18 de Abril de 1951, instituindo um mercado comum do carvão e do aço entre os seis Estados fundadores (Bélgica, República Federal da Alemanha, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos). Poucos anos decorridos sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, o seu objetivo primordial era assegurar a paz entre as nações europeias vencedoras e vencidas, associando as num sistema institucional comum regido pelos princípios da igualdade e da cooperação.


2. Esses seis Estados decidiram depois, em 25 de Março de 1957, com o Tratado de Roma, construir uma Comunidade Económica Europeia (CEE) com base num mercado comum mais alargado e que abrangia toda uma série de bens e serviços. Os direitos aduaneiros entre os seis países foram totalmente abolidos em 1 de Julho de 1968 e, ao longo da mesma década, foram definidas políticas comuns, nomeadamente nos domínios do comércio e da agricultura.


3. O sucesso obtido pelos Seis levou a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido a decidirem aderir à Comunidade. Este primeiro alargamento, de seis para nove membros, teve lugar em 1973 e foi acompanhado pelo estabelecimento de novas políticas sociais e ambientais, bem como pela criação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 1975.


4. Em Junho de 1979, a Comunidade Europeia deu um importante passo em frente, com as primeiras eleições para o Parlamento Europeu por sufrágio universal direto. Estas eleições realizam se de cinco em cinco anos.


5. Em 1981, a Grécia aderiu à Comunidade, no que foi seguida, em 1986, por Espanha e Portugal Foram adesões que vieram reforçar a presença da Comunidade no Sul da Europa e tornar mais urgente a expansão dos seus programas de auxílio regional.


6. A recessão económica mundial do início da década de 80 trouxe consigo uma onda de "europessimismo". No entanto, a esperança renasceu em 1985, quando a Comissão Europeia, sob a presidência de Jacques Delors, publicou um Livro Branco que estabelecia um calendário para concluir a realização do mercado interno europeu até 1 de Janeiro de 1993. Este ambicioso objetivo ficou consagrado no Ato Único Europeu, que foi assinado em Fevereiro de 1986 e entrou em vigor em 1 de Julho de 1987.


7. A morfologia política da Europa foi profundamente alterada pela queda do Muro de Berlim, em 1989, que conduziu à reunificação da Alemanha, em Outubro de 1990, e à democratização dos países da Europa Central e Oriental, libertados da tutela soviética. A própria União Soviética deixou de existir em Dezembro de 1991.

Entretanto, os Estados-Membros negociavam o novo Tratado da União Europeia, que veio a ser adaptado pelo Conselho Europeu, constituído pelos Chefes de Estado e/ou de Governo, em Maastricht , em Dezembro de 1991 e entrou em vigor em 1 de Novembro de 1993. Acrescentando domínios de cooperação intergovernamental às estruturas comunitárias existentes, este tratado criou a União Europeia (UE).


8. A nova dinâmica europeia assim gerada e a evolução da situação geopolítica do continente levaram três novos países - a Áustria, a Finlândia e a Suécia - a aderirem à UE, em 1 de Janeiro de 1995.


9. É então que a União se prepara para a sua mais espetacular realização de sempre, a criação de uma moeda única. Em 1999, o euro começou a ser usado para transações financeiras (não efetuadas em numerário) e só três anos mais tarde as notas e as moedas de euros entraram em circulação nos 12 países da "área do euro". O euro assume agora o estatuto de grande moeda mundial para pagamentos e reservas, ao lado do dólar.

Os europeus enfrentam atualmente os desafios da globalização. A aceleração dos progressos tecnológicos e a utilização cada vez maior da Internet estão a transformar as economias, embora comportem também problemas sociais e culturais.

Em Março de 2000, a UE adaptou a "estratégia de Lisboa" com o objetivo de modernizar a economia europeia e torná-la apta a concorrer no mercado mundial com outros grandes protagonistas, como os Estados Unidos e os novos países industrializados. A estratégia de Lisboa inclui o incentivo à inovação e ao investimento nas empresas, assim como a modernização dos sistemas educativos europeus para os adequar às necessidades da sociedade da informação.

Ao mesmo tempo, o desemprego e o custo crescente dos regimes de pensões exercem pressão sobre as economias nacionais, o que torna a necessidade de reformas ainda mais premente. Os eleitores exigem cada vez mais aos seus governos que encontrem soluções concretas para estes problemas.


10. Mal se concluíra o alargamento da União Europeia para 15 membros, logo se iniciaram os preparativos para novo alargamento de uma envergadura sem precedentes. Em meados da década de 90, começaram a bater à porta da UE os antigos países do bloco soviético (Bulgária, República Checa, Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia), os três Estados bálticos que haviam feito parte da União Soviética (Estónia, Letónia e Lituânia), uma das repúblicas da antiga Jugoslávia (Eslovénia) e dois países mediterrânicos (Chipre e Malta).
A UE congratulou se com essa oportunidade de ajudar a estabilizar o continente europeu e de alargar os benefícios da integração europeia a estas jovens democracias. As negociações para a adesão dos países candidatos foram iniciadas em Dezembro de 1997 e a Europa dos 25 tornou se realidade em 1 de Maio de 2004, quando a adesão de 10 dos 12 candidatos se concretizou. Seguiram se a Bulgária e a Roménia, em 1 de Janeiro de 2007 e a Croácia em 2013.


Bibliografia:
http://europa.eu/abc/12lessons/lesson_2/index_pt.htm
http://www.google.com.br

 

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publicado às 15:15

Como fazer um trabalho de projeto

por Mäyjo, em 01.03.15

ORGANIZAÇÃO DE UM PROJETO 

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1. Escolher o tema/problema.

2. Decidir o que gostaria de saber sobre ele (os objetivos do trabalho).

3. Recolher dados/investigar.

4. Organizar a informação e registá-la.

5. Definir o modo de apresentação do seu trabalho.

6. Escrever um relatório, não esquecendo:

               • A INTRODUÇÃO - os objetivos do projeto;

                                               - a sua importância;

                                               - as fontes de informação;

                                              - o faseamento (o desenvolvimento do projeto).

               • O PROJECTO - a informação recolhida;

                                           - os resultados da investigação.

               • A CONCLUSÃO - as principais descobertas feitas;

                                               - eventuais sugestões para alteração do estado de coisas.

7. Apresentar o relatório escrito e os materiais da forma mais interessante possível.

8. Participar na avaliação do seu projecto e colaborar na avaliação dos trabalhos realizados pelos colegas.

 

Parâmetros a ter em conta na avaliação de um trabalho:

• Tema - Se está bem desenvolvido;

             - Se trata aspetos essenciais;

             - Se está escrito de forma clara (ideias organizadas, frases bem construídas e sem erros ortográficos).

• Apresentação - Letra/caligrafia legível, sem folhas riscadas ou cheio de emendas.

• Criatividade - Revelar alguma originalidade.

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publicado às 03:40

Conflitos étnicos

por Mäyjo, em 16.01.15

Um resumo dos principais conflitos étnicos e separatistas do mundo.

 

As divisões territoriais dos Estados-nações na grande maioria das vezes aconteceram de acordo com as ordens de poder de cada nação ou civilização. Dessa forma, o estabelecimento das fronteiras quase nunca representou a diversidade étnica das mais diversas regiões do mundo. Como herança, existem no mundo inúmeros conflitos étnicos e separatistas, que visam a emancipação ou independência de alguns povos, ou a disputa de um mesmo território, por duas ou mais nações.

 

Conflitos na Irlanda do Norte

O conflito na Irlanda do Norte estende-se desde o século XX, quando a população da Irlanda iniciou inúmeros protestos contra o dominio do Reino Unido sobre o país. Com isso, a ilha foi dividida em Irlanda e Irlanda do Norte, a segunda ainda sob o domínio britânico.

1.jpgMapa do domínio britânico sobre a Irlanda

 

Na Irlanda do Norte, a maioria protestante (58%) da população manifesta-se em apoio à integração do país na Grã-Bretanha, enquanto a minoria católica defende a independência e a integração com a Irlanda (onde os católicos formam ampla maioria). Com isso, muitos conflitos, protestos e atentados dos dois lados aconteceram – com destaque para a organização terrorista católica IRA (Irish Republican Army – Exército Republicano Irlandês).

Em 1999, foi assinado um acordo no qual o IRA aceitou depor as suas armas. Nesse acordo, a Irlanda do Norte continuou pertencendo ao Reino Unido, entretanto, seria montado no país um governo autónomo no qual os católicos teriam direito a voz.

 

Espanha: catalães e bascos

A Espanha apresenta duas grandes nações, além dos espanhóis, dispostas em seu território: os catalães e os bascos. Ambas desejam a formação de seus respetivos Estados Nacionais, com a diferença de que, entre os bascos, existem ações e programas separatistas mais radicais.

A estratégia catalã é tentar através da via institucional a conquista de sua independência e a criação do País da Catalunha. Entretanto, em 2010, o Tribunal Constitucional da Espanha rejeitou oficialmente o reconhecimento da Catalunha como uma nação, negando ações judiciais que solicitavam a preferência do uso do catalão em detrimento do espanhol nos órgãos públicos da região. Caso tal reconhecimento tivesse sido firmado, o movimento pela emancipação dos catalães poderia ganhar maior força.

Entre os bascos foi criada, em 1975, em busca da independência, a organização terrorista ETA (sigla em basco que significa Pátria Basca e Liberdade). Essa organização teve o intuito inicial de combater o ditador espanhol Francisco Franco que realizou uma violenta repressão sobre os bascos.

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 Mapa de localização do território basco

 

Após a redemocratização do país, os bascos conseguiram certa autonomia política na região, mas sem deixarem de pertencer ao território espanhol. Com isso, mesmo sem o apoio da população, a ETA prosseguiu com a realização de duros e violentos atentados. Em 2007, finalmente resolveram depor as suas armas.

 

Ruanda e Burundi: hútus x Tútsis

Os territórios dos países Ruanda e Burundi são palco de uma sangrenta luta entre Hútus e Tútsis, duas etnias africanas que lutam pelo controle territorial desses dois países. Ambos os territórios, após a partilha da África, formavam um único país, denominado Ruanda-Urundi, que pertencia à Alemanha. Após a derrota dos alemães na Primeira Guerra Mundial, a partir de 1919, o país passou a pertencer à Bélgica.

Os belgas então escolheram a minoria Tútsi (15% da população) para governar o país, subjugando a maioria hútu. Em 1959, após inúmeros protestos dos hútus, houve uma separação entre Ruanda e Burundi. Em 1961, o Ruanda conseguiu a sua independência e passou a ser uma República administrada, dessa vez, pelos hútus. Os tútsis, perseguidos, exilaram-se nos países vizinhos, inclusive no Burundi, que também conseguira a sua independência.

Ao longo dos anos, os conflitos entre o Ruanda e o Burundi e entre hútus e tútsis continuaram e ainda hoje se mantêm, com sucessivas tréguas e retomadas de embates, acarretando uma grande quantidade de mortes na região.

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Conflito do Darfur, Sudão.

Darfur é uma região localizada na parte Oeste do Sudão, país do continente africano. Nesse local ocorre, desde 2003, uma dura guerra civil entre povos árabes e povos não árabes. O governo sudanês vem apoiado o grupo miliciano árabe denominado Janjaweed, que vem perseguindo e aniquilando os povos não arabizados.

Apesar do Conflito de Darfur ter iniciado em 2003, o Sudão – que foi  até 9 julho 2011, o maior país da África – sofre com as sucessivas guerras civis desde 1956, quando conseguiu a independência junto do Reino Unido. Em 2006, o Conselho de Segurança da ONU enviou tropas para a intervenção sobre o conflito e impôs sérias sanções sobre o governo sudanês a fim de coibir o comércio e a proliferação de armas no país. Entretanto, o Sudão continua fornecendo armas para os Janjaweed e a guerra civil – a terceira da história do país – parece estar longe de terminar.

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Conflitos na região da Caxemira: Índia x Paquistão

A Caxemira é uma região montanhosa localizada ao norte da Índia e a Nordeste do Paquistão e tem sido alvo de disputas entre Índia, China e Paquistão desde 1947, após o fim da dominação colonial imposta pelo Reino Unido.

Ao final do domínio colonial britânico, o vasto território das Índias Britânicas dividiu-se entre a Índia e o Paquistão, porém a região de Caxemira, de maioria islâmica, mas com governo hindu, ficou sem um rumo certo. Com isso, decidiu-se que a região formaria um território autónomo, o que provocou uma série de rebeliões da maioria muçulmana sobre o governo hindu.

O governo, então, solicitou apoio à Índia, que passou a intervir militarmente na região. Em resposta, o Paquistão também enviou tropas em apoio aos muçulmanos. O conflito teve um fim com o estabelecimento de uma divisão territorial em duas zonas, uma paquistanesa, outra indiana.

Porém, os conflitos ainda perduram e a região atualmente é ocupada pelos dois países e também pela China, que vê na região uma posição estratégica para ter acesso ao Tibete e a Sinkiang, localidades sob o domínio chinês.

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Os Curdos

Os Curdos são atualmente conhecidos por formarem a maior nação sem pátria do mundo. Trata-se de uma etnia composta por mais de 40 milhões de pessoas que habitam regiões do Iraque, Irão, Síria e Turquia.

Os curdos sofrem duras repressões dos países onde habitam. No Iraque, a ditatura de Saddam Hussein executou milhares de curdos. Na Turquia, eles também sofrem muitas repressões do Governo, que teme a perda de seu território.

3.jpgA população curda vai às ruas em busca de independência¹

 

A independência e criação de um Estado Curdo – o Curdistão, como reivindicam os curdos – é muito improvável, uma vez que o território do novo país ocuparia todo o centro-sul da Turquia e partes da Síria e do Iraque, uma região extremamente estratégica por conter as nascentes dos rios Tigres e Eufrates, que abastecem boa parte do Oriente Médio.

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¹ Créditos da imagem: Sadik Gulec e Shutterstock

 

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publicado às 14:38

A União Europeia

por Mäyjo, em 02.01.15

A União Europeia é um bloco económico, político e social de 28 países europeus que participam de um projeto de integração política e económica.


Ela desenvolve várias iniciativas para a coordenação das atividades judiciais de defesas dos Estados Membros, além de ter um mercado único europeu, uma moeda única, e políticas agrícolas, de pescas, comércios e de transportes comuns.


Os países integrantes são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polónia, Portugal, Reino Unido, Republica Checa, Roménia e Suécia.



Língua oficial: 23 línguas oficiais:

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Cidade mais populosa: Londres.

Área: 4.324.782 km2

População: 497.070.000 hab. (estimativa de 2007)


PIB: 
- Total: $14.953.000.000
- Per Capita: $ 28.213 


Moeda: Com o propósito de unificação monetária e facilitação do comércio entre os Estados Membros, a União Europeia adotou uma única moeda – o euro. 

Ele foi adaptado por 15 dos 28 países: Áustria, Bélgica, Chipre parte Grega (desde 1/1/2008), Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta (desde 1/1/2008), Países Baixos, Portugal, Eslovénia, Espanha.


Geografia: A geografia da União Europeia é muito variada, sendo que tem várias áreas climáticas, estas incluem a maior parte dos tipos de clima, desde o clima polar até o clima equatorial. A maior parte da população vive em áreas com o clima mediterrânico, clima temperado, clima oceânico e clima continental.

As principais cadeias montanhosas são: os Alpes, os Cárpatos, os Balcãs, e os Pirenéus.

A maior planície da União Europeia é a Grande Planície Europeia, que abrange todos os Estados Membros da Europa Central e uma parte dos Estados Membros da Europa Ocidental e da Europa Oriental.



Economia: A economia da União Europeia é baseada num sistema capitalista liberal. Principal objetivo económico da União Europeia é promover uma economia livre, concorrencial e sem barreiras comerciais tanto ao nível das mercadorias, dos capitais, e também dos seus cidadãos e trabalhadores.



Objetivos da União Europeia:
- Promover a política económica da Europa;

- Melhorar as condições de vida e do trabalho dos cidadãos europeus;

- Melhorar as condições de livre comércio entre os países membros;

- Reduzir as desigualdades sociais e económicas entre as regiões;

- Proporcionar um ambiente de paz, harmonia e equilíbrio na Europa;

- Proporcionar aos agricultores um nível de vida razoável;

- Fornecer aos consumidores alimentos de qualidades e a preços justos;

- Preservar o património rural;

- A UE esta no centro de uma rede cujo papel consiste em aliviar o sofrimento humano, fazendo chegar ajuda o mais rápido possível às pessoas que dela necessitam, independente da sua raça ou religião e do fato de a crise resultar de conflitos provocados pelo homem ou de uma catástrofe natural;

- Reduzir os preços e aumentar a qualidade dos bens e serviços propostos e também a opção de escolha dos consumidores;

- Promover os direitos dos consumidores à informação e educação;

- Preservar e apoiar a diversidade cultural e contribuir para torná-la acessível a outros;

- Incentivar o desenvolvimento abrindo os seus mercados às exportações vindas dos países pobres e incentivando-os a intensificarem as trocas comerciais entre si;

- Beneficiar cidadãos europeus de todas as idades com programas subvencionados pela UE nos domínios da educação da formação profissional e do reforço da cidadania;

-



Cidade mais populosa: Londres.

Área: 4.324.782 km2

População: 497.070.000 hab. (estimativa de 2007)


PIB: 
- Total: $14.953.000.000
- Per Capita: $ 28.213 


Moeda: Com o propósito de unificação monetária e facilitação do comércio entre os Estados Membros, a União Europeia adotou uma única moeda – o euro. 

Ele foi adaptado por 15 dos 27 países: Áustria, Bélgica, Chipre parte Grega (desde 1/1/2008), Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta (desde 1/1/2008), Países Baixos, Portugal, Eslovénia, Espanha.


Geografia: A geografia da União Europeia é muito variada, sendo que tem várias áreas climáticas, estas incluem a maior parte dos tipos de clima, desde o clima polar até o clima equatorial. A maior parte da população vive em áreas com o clima mediterrânico, clima temperado, clima oceânico e clima continental.

As principais cadeias montanhosas são: os Alpes, os Cárpatos, os Balcãs, e os Pirenéus.

A maior planície da União Europeia é a Grande Planície Europeia, que abrange todos os Estados Membros da Europa Central e uma parte dos Estados Membros da Europa Ocidental e da Europa Oriental.



Economia: A economia da União Europeia é baseada num sistema capitalista liberal. Principal objetivo económico da União Europeia é promover uma economia livre, concorrencial e sem barreiras comerciais tanto ao nível das mercadorias, dos capitais, e também dos seus cidadãos e trabalhadores.



Objetivos da União Europeia:
- Promover a política económica da Europa;

- Melhorar as condições de vida e do trabalho dos cidadãos europeus;

- Melhorar as condições de livre comércio entre os países membros;

- Reduzir as desigualdades sociais e económicas entre as regiões;

- Proporcionar um ambiente de paz, harmonia e equilíbrio na Europa;

- Proporcionar aos agricultores um nível de vida razoável;

- Fornecer aos consumidores alimentos de qualidades e a preços justos;

- Preservar o património rural;

- A UE está no centro de uma rede cujo papel consiste em aliviar o sofrimento humano, fazendo chegar ajuda o mais rápido possível às pessoas que dela necessitam, independente da sua raça ou religião e do fato de a crise resultar de conflitos provocados pelo homem ou de uma catástrofe natural;

- Reduzir os preços e aumentar a qualidade dos bens e serviços propostos e também a opção de escolha dos consumidores;

- Promover os direitos dos consumidores à informação e educação;

- Preservar e apoiar a diversidade cultural e contribuir para torná-la acessível a outros;

- Incentivar o desenvolvimento abrindo os seus mercados às exportações vindas dos países pobres e incentivando-os a intensificarem as trocas comerciais entre si;

- Beneficiar cidadãos europeus de todas as idades com programas subvencionados pela UE nos domínios da educação da formação profissional e do reforço da cidadania;

- A UE incentiva todos para que tenham uma preparação adequada para acompanhar o ritmo da mudança numa economia baseada no conhecimento;

- Promover o crescimento sustentável, a criação de emprego e o aumento da prosperidade;

- Reduzir a utilização de combustíveis fósseis, poupar energia e desenvolver energias alternativas;

- Explorar os recursos do mar de forma responsável, por exemplo, impedindo a sobre pesca e garantindo que a extração de petróleo e do gás não prejudique o ambiente marinho; 

- Transmitir ao consumidor a confiança na segurança dos produtos alimentares;

- Abrir os mercados nacionais à concorrência;

- Assegurar paz, prosperidade e estabilidade às suas populações; 

- Consolidar a reunificação do continente; 

- Garantir a segurança dos cidadãos; 

- Promover um desenvolvimento económico e social equilibrado; 

- Vencer os desafios da globalização e preservar a diversidade dos povos europeus; 

- Fomentar os valores que os europeus partilham como o desenvolvimento sustentável, a qualidade do ambiente, os direitos humanos e a economia social de mercado. 

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publicado às 14:51

A LOCALIZAÇÃO ABSOLUTA

por Mäyjo, em 27.11.14

1.jpg

A localização relativa tem duas grandes desvantagens - não indica a posição exata dos lugares ou objectos, nem a poderemos utilizar se não conhecermos o lugar de referência.

Assim, é necessário recorrer a um outro tipo de localização que nos indique com exactidão o posicionamento dos lugares ou objetos - a localização absoluta.

A localização absoluta indica com precisão a posição de qualquer lugar na superfície terrestre, utilizando para tal efeito três coordenadas geográficas: a latitude, a longitude e a altitude. Para se utilizar e perceber estas coordenadas é necessário conhecer alguns elementos de referência da Terra.

 

Elementos de referência da Terra

Eixo da Terra – linha reta imaginária que atravessa o centro da Terra unindo os pólos, em torno da qual a Terra executa o seu movimento de rotação.

Círculos Máximos - Círculos que dividem a Terra em duas partes iguais. Alguns destes círculos máximos são muito importantes (equador e os Meridianos).

Hemisfério – é a metade da Terra que se obtem quando esta é dividida por um círculo máximo. 

Equador – círculo máximo perpendicular ao eixo da terra e divide a terra em dois hemisférios: o norte e o sul.2.jpg

Meridianos – círculos máximos paralelos ao eixo terrestre (direcção norte-sul) que passam sempre pelos pólos, dividindo a terra em partes iguais - consideram-se normalmente os hemisférios ocidental e oriental.  A metade de um meridiano é um semi-meridiano. O meridiano de referência é o de Greenwich, que divide a terra em hemisfério ocidental e oriental. O seu nome deve-se ao observatório de Greenwich, em Londres.3.jpg

 Paralelos - são círculos menores paralelos ao círculo máximo do Equador.

 4.jpg

A - Meridiano 

B - Equador 

C – Paralelo

D - Pólo Norte 

E - Pólo Sul 

F - Eixo da Terra

 

 

AS COORDENADAS GEOGRÁFICAS

 

LATITUDE

5.png

  • É a distância angular (medida em graus), a partir do Equador até ao paralelo do lugar que queremos saber.
  • Varia para Norte e para Sul do Equador.
  • Varia entre 0º (Equador) e 90º Norte (pólo norte) e 90º Sul (pólo sul).

 

LONGITUDE

6.png

  • É a distância angular (medida em graus), a partir do semi-meridiano de Greenwich até ao semimeridiano do lugar que queremos saber.
  • Varia para Oeste e para Este do semimeridiano de Greenwich.
  • Varia entre 0º (semimeridiano de Greenwich) e os 180º (o semi-meridiano oposto ao de Greenwich).

7.png

ALTITUDE

  • Mede-se na vertical em metros a partir do nível médio das águas do mar (0 metros).
  • Pode se positiva (acima do nível médio das águas do mar), negativa (abaixo do nível médio das águas do mar) ou nula (ao mesmo nível médio das águas do mar).
  • Quando um lugar tem altitude negativa e está submerso, a sua altitude designa-se por Profundidade.

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publicado às 16:52

Coordenadas Geográficas

por Mäyjo, em 26.11.14

175580_jpg_1.jpg

Na base do sistema de quadrículas utilizado para localizar pontos em um mapa, está o que estudamos nos ensinos fundamental e médio como coordenadas cartesianas ou coordenadas retangulares. Ao representarmos a superfície da Terra em um plano - como o papel onde desenhamos o mapa - precisamos nos localizar, indo para os lados e para "cima" ou para "baixo". Quando desenhamos um gráfico de uma função no plano cartesiano utilizamos pares de pontos, que usualmente denominamos x e y (abcissa e ordenada). Com os pontos "x" conseguimos nos localizar horizontalmente á direita ou a esquerda do ponto de origem (o "zero" do sistema). Quando nos movemos sobre um mapa da direita para esquerda (o que quer dizer de oeste para o leste) ou vice-versa, estamos mudando nossa longitude e passamos a lidar com lugares geométricos denominados coordenadas geográficas: cada ponto "x" determina um meridiano – uma linha imaginária que vai de um pólo a outro (pólo norte/pólo sul). O meridiano zero, aquele que tomamos como ponto de origem, passa pela cidade de Greenwich perto de Londres na Inglaterra.

Uma das características físicas marcantes da longitude é o fuso-horário: quando nos deslocamos entre os meridianos estamos mudando de horário. Para calcularmos a diferença do horário entre um local e outro, basta percebermos que a Terra gira 360 graus (uma volta completa) para completar as 24 horas do dia. Podemos então calcular que a cada 15 graus (ou seja, dividir 360/24 ) temos um meridiano com uma hora a mais (ou a menos). Já que temos um meridiano zero, temos, da mesma forma que na matemática, nossos pontos negativos e positivos. A partir de Greenwich, se você conta da direita para a esquerda (ou do oeste para o leste), estará voltando no tempo! E indo para o "futuro" se fizer o contrário. Devemos perceber que já que Greenwich fica na posição "zero" devemos contar 7,5 graus oeste e 7,5 graus leste para somar 15 graus e fechar uma hora. Dessa maneira, se você está em Greenwich às 10 horas da noite e liga para um amigo na Cidade do México (localizada entre os meridianos 90 e 105 Oeste ou [-90,-105]) ainda será dia, pois teremos (-7,5, -22,5, -37,5, -52,5, -67,5, -82,5,-97,5) menos 7 horas, ou seja, 3 horas da tarde. Já se você for ligar para outro amigo na Ilha de Madagáscar localizada entre (45 e 60 Leste ou [45,60]), provavelmente irá acordá-lo, pois então teremos (+7,5,+22,5,+37,5,+52,5) 4 horas mais, ou seja 2 da madrugada!

Ao trabalharmos no eixo das ordenadas (ou dos y) que equivale ao deslocamento vertical do mapa estamos variando nossa latitude. Nosso ponto de origem agora é uma linha que divide a Terra ao meio, nos chamados hemisférios Norte e Sul: o Equador. Acima do Equador medimos a Latitude de 0 a 90 graus Norte (o y positivo...) e abaixo de 0 a 90 graus Sul (o y negativo). Essa divisão tem como característica marcante a inversão climática: quando é inverno no hemisfério Norte é verão no hemisfério Sul: de outra forma não se fariam bonecos de neve em Nova Iorque na época de Natal enquanto em Porto Alegre ventiladores e aparelhos de ar condicionado estão no máximo!


Fonte: http://mathematikos.psico.ufrgs.br/disciplinas/ufrgs/mat010392k2/ens22k2/xyz/coorden.htm

 

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publicado às 16:30

Regiões atrativas e repulsivas: fatores justificativos

por Mäyjo, em 23.11.14

Regiões atrativas

Ásia do Sul e do Sudeste

  • Solos férteis nas planícies aluviais que, no Verão, são inundadas pelas águas dos rios;
  • Conjugação de temperaturas elevadas e precipitações abundantes que favorecem a rizicultura;
  • Presença de antigas civilizações;
  • Elevadas taxas de crescimento natural;
  • Rápido crescimento de grandes cidades como Xangai, Bombaim…

Europa Ocidental e Central

  • Clima temperado;
  • Relevo pouco acidentado;
  • Solos férteis e abundância de água;
  • Economia desenvolvida e grande concentração de atividades económicas;
  • Boas vias de comunicação incluindo rios navegáveis;
  • Existência de indústrias e serviços que geram emprego.

Nordeste Dos E.U.A.

  • Predomínio de climas temperados;
  • Solos férteis e vastas planícies que permitem a prática de uma agricultura mecanizada;
  • Abundância de recursos naturais;
  • Forte industrialização e urbanização verificada ao longo dos sécs. XIX e XX;
  • Oferta de emprego na indústria e serviços, que atrai imigrantes;
  • Grandes Migrações que ocorreram durante o séc. XIX;
  • Existência de boas vias de comunicação;
  • Economia desenvolvida e grande concentração de atividades económicas.

Regiões repulsivas

Desertos Quentes

  • Clima desfavorável;
  • Precipitação rara, logo existe escassez de água e sem água não há vida;
  • Grandes amplitudes térmicas diurnas;
  • Predominam dunas de areia e solos pedregosos.

Regiões Montanhosas de elevada altitude

  • Clima rigoroso, com baixas temperaturas e queda de neve frequente;
  • Escassez de oxigénio devido à rarefação do ar com a altitude;
  • Grandes desníveis e acentuada inclinação das vertentes;
  • Solos pobres e demasiado perigosos.

Regiões Polares

  • Clima pouco favorável;
  • Precipitação escassa e em forma de neve;
  • Período longo sem iluminação solar;
  • Solos gelados durante quase todo o ano, o que dificulta o crescimento de vegetação.

Florestas Densas

  • Precipitações abundantes e temperaturas elevadas durante todo o ano;
  • Vegetação muito densa;
  • Os solos quando perdem a cobertura vegetal, são facilmente arrastados pela água;
  • O clima quente e húmido favorece a proliferação de insectos e bactérias responsáveis pela transmissão de doenças infeciosas. Ex: malária…

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publicado às 14:37

Portugal não vai cumprir os compromissos em matéria de ajuda ao desenvolvimento

por Mäyjo, em 22.11.14

A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) portuguesa decresceu 20,4% em 2013, após uma diminuição também significativa em 2012 (11,3%). Para além deste decréscimo, a ajuda ligada - ajuda sob a forma de empréstimos condicionados à aquisição de bens e serviços do país doador - continua a representar mais de 70% da ajuda bilateral nacional.

Estes números e as tendências da Cooperação Portuguesa integram o 9.º Relatório da Confederação Europeia de ONG de Ajuda Humanitária e Desenvolvimento (CONCORD) que foi lançada hoje, 20 de Novembro, na sede da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), em Paris.

O mesmo relatório conclui que, apesar dos compromissos assumidos internacionalmente e renovados no novo Conceito Estratégico para a Cooperação aprovado em Março de 2014, Portugal apenas disponibilizou, em 2013, 0,23% do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB) - 364M€ - para ajuda ao desenvolvimento.

Depois de três anos sem uma estratégia clara para o setor (o Conceito Estratégico da Cooperação Portuguesa foi aprovado apenas em Março de 2014) e com uma acentuada redução dos seus níveis de ajuda ao desenvolvimento, foi quebrado um percurso de crescimento da Cooperação Portuguesa que se verificou entre 2000 e 2010, colocando-se em risco muito dos avanços conseguidos nesse período.

“Continua a ser verdadeiramente preocupante a elevadíssima percentagem da ajuda ligada. 70% da APD portuguesa está condicionada à aquisição de bens e serviços por parte dos países parceiros a Portugal. Isto significa que o dinheiro que estaria destinado a contribuir para a erradicação da pobreza nos países parceiros não chega às mãos dos que mais dele necessitam e serve, ao invés, para dinamizar a economia portuguesa. A captação de investimento estrangeiro e a internacionalização da economia portuguesa são imperativos nacionais. Mas não à custa da ajuda pública ao desenvolvimento”, refere Pedro Krupenski, Presidente da Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) e Diretor de Desenvolvimento da Oikos.

Consute aqui o Relatório | Consulte a notícia na integra


Fonte: Plataforma Portuguesa ONGD

 

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publicado às 08:18


Este blog disponibiliza informação com utilidade para quem se interessa por Geografia. Pode também ajudar alunos que por vezes andam por aí desesperados em vésperas de teste, e não só, sem saber o que fazer...

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